A Historia das Linguas Moçambicanas.

As linguas Moçambicanas são todas linguas Bantus.

Foram introduzidos a Moçambique antes de AD 500 por migrações de tribos de Africa Central.

As diferenças entre os linguas indica diferença em origem historica. Em outras palavers: A linguistica é uma fonte importante à historia da migração.

Influência de outras linguas parece no sul onde há tons de linguas khoisan (clique) e ao longe da costa onde há uma influência arabe, especialmente na Swahili e para Moçambique Kimwani (mencionada como Swahili Moçambicana).

Houve também contacto com a India (traços existe na agricultura, mas traços linguisticos não foram encontrados neste pesquisa), a Indonesia (a lingua na Madagascar não e lingus Bantu, mas é ligado a linguas no Borneo) e a China (até 1479, quando a China abandonou o imperialismo) antes da entrada europeia.

O primeiro caso de escritura encontrada neste pesquisa é nas linguas Swahili e Kimwani, onde a influência Arabica resultou em poemas religiosos (mais outros textos?) no seculo MDCC, escritos em letras arabicas.

 

A parte oral do uso das linguas não e objective deste parte historica.

 

A parte escrita pode ser iluminada pelos livros publidados durante o tempo.

A lista contem

1. livros sobre as linguas mais

2. livros em linguas moçambicanas.

3. Livros sobre linguistic e politica linguistica.

Todas as publicações antes de 2000 que encontrei são incluidas. Publica~coes depois de 2000 são tanto numerosa que não é possivel incluir todas.

 

Política Linguística numa Perspectiva Histórica

Período colonial.

A fundação de Moçambique – à semelhança da fundação de outros estados africanos – aconteceu sem que se tenham respeitado as condições locais de vida, a existência de tribos, a cultura, as línguas etc. A delimitação das fronteiras do país surge na conferência de Berlim que teve lugar entre 1884-1885. A idea era a de partilhar o continente africano entre os países europeus que já detinham o controle do território em questão. Portugal não tinha controlo sobre o território que é hoje conhecido por Moçambique, não obstante o facto de ter tido o direito de a ter como sua colónia.

Portugal era um país  pobre e não estável do ponto de vista político e, por isso, não tinha a capacidade de administrar as suas colónias. Grande parte do território que é hoje conhecido por Moçambique já estava,  a partir de 1890, sob controlo de companhias privadas. Veja a o mapa (*b17*).

 

 (Existia também a”Sena Sugar Company”)

As companhias tinham o direito a explorar o seu território e eram obrigadas a pagar tributo ao governo Português. Todavia, não tinham nenhuma obrigação perante a população local, embora esta fosse obrigada a pagar impostos. Estes impostos eram frequentemente convertidos em trabalho forçado, ”chibalo”, uma actividade que so foi abolida em 1961. As companhias tinham um exército próprio para manter a lei e a ordem.

As companhias não eram obrigadas a criar condições de educação para a população. Esta responsabilidade era incumbida às missões cristãs, que frequentemente trabalhava em vários territórios fronteiriços (tomando em consideração que as línguas também atravessam fronteiras). A intenção dos missionários era a de divulgar o cristianismo e a “civilização”.

Em 1910 a monarquia em Portugal foi substituida por um regime republicano liberal. Em 1911 foi establecido um ministério das colonias cujo o princípio principal era a integração das colónias no estado Português. Esta decisão não chegou a se materializar na prática porque o estado era fraco e instável. Do ponto de vista político e económico não havia preocupação com as colónias e, em 1926, o regime republicano caiu e instalou-se uma ditadura fascista sob a direcção de António de Oliveira Salazar, um professor de Economia.

Salazar intruduziu o ” Estado Novo”, onde as colónias passaram a ter o estatuto de províncias ultramarinas. Esta decisão era uma continuação da política adoptada no período da república, só que desta vez ela foi posta em prática (através do Acto Colonial de 1933). Daqui resultou uma uma supressão da cultura moçambicana (incluindo as línguas) e da estrutura sócio-política, recorrendo a uma estratégia oculta e usando palavras nítidas: a missão histórica de Portugal de divulgar o cristianismo, a civilização e o desenvolvimento (*18*).A  “civilização” implicava assimilação: tornar-se católico falar Português, comportar-se como europeu. A assimilação política foi uma possibilidade descartada para eliminar qualquer pensamento de autonomia ou influência política (*19*)

Antes de Salazar nunca se tinha falado de uma política linguística. Durante o período de Salazar, a política foi clara: somente a língua portuguesa era permitida para todos os fins oficiais e não oficiais. As línguas moçambicanas foram renegadas deliberadamente e receberam ímpetos pejorativos tais como a designação ”dialectos”. Para materializar esta realidade, o governo Português contou com o apoio da a igreja católica. O acordo Missionário de 7/5/1940 e o Estatuto Missionário de 1941 definiram os princípios do trabalho da igreja. Toda esta acção visava obter uma aprovação por parte do Vaticano (Concordata de 7/3/1940).

De uma forma geral os princípios previam o seguinte:

A Igreja Católica detinha o monopólio de evangelizar; o estado pagava os padres e os missionários e fornecia edificios para servirem de escolas. Em retribuição a igreja tinha que usar somente a língua portuguesa para evangelizar e ensinar (*p11*).

Esta aliança conhecida por “A Cruz e a Espada” foi válida até o período após a independência em 1975. Esta situação é que perpetuou a desvalorização sistemática das línguas moçambicanas durante todo o período colonial. Outras missões não tinham a permissão de trabalhar sem que aceitassem a condição de usar somente a língua portuguesa. As actividades dos missionários protestantes eram muito limitadas, mas esta acabou por ter um papel importante porque o conflicto que travava com o poder colonial constituiu base para seu apoio à Frelimo.

No período da independência, em 1975, não havia qualquer indicação de pesquisa nas línguas moçambicanas; não havia conhecimento sobre quais eram as línguas ou a sua distribuição. Além disso, os moçambicanos foram induzidos a colocarem as sua línguas num plano inferior, uma vez que somente a língua portuguesa é que daria acesso a direitos na sociedade.

 

Política Linguística após a indepêndencia

A situação do país após a independência era caótica. Antes da independência viviam 250.000 estrangeiros, maioritariamente portugueses,  que ocupavam todas as posições na administração, educação e na vida profissional. Depois da independência permaneceram somente 15.000 (*b21*), o que implicava que quase todas as tarefas e funções importantes na sociedade estavam vagas.

Entre os moçambicanos era uma alegria o direito à autonomia e uma euforia por causa da liberdade. Havia grandes tarefas por realizar em todas áreas e, por essa razão, os problemas linguísticos foram negligenciados. O português foi escolhido como língua oficial, como veículo ao desenvolvimento e consolidação da unidade nacional.  Receiava-se que o uso das línguas locais podesse ameaçar a unidade nacional, mas realmente não havia outra possibilidade. A situação linguística em Moçambique não tinha sido estudada e não era conhecida o suficiente para que as línguas moçambicanas fossem usadas como oficiais após a independência. Em 1977 a FRELIMO adoptou o marxismo-leninismo como sua ideologia, o que implicou um controle central e uma supressão das tradições locais, incluindo as línguas – sem fornecer substitutos construtivos. (*b21*). Esta ideologia permeneceu oficial até ao quinto congresso de FRELIMO em 1997.

O novo governo moçambicano não adoptou somente a língua do poder colonial, como também herdou a sua política linguística.

 

 Resumo cronológico das iniciativas de interesse linguístico:

Janeiro de 1975: Seminário do governo de transição, que definiu as linhas gerais da futura escola.

Julho de 1975: O presidente Samora Machel anunciou a nacionalização do sector educacional. A Igreja Católica, que tomou conta da educação no tempo colonial, tinha uma ligação tão forte com o estado, o que impossibilitava a continuação das actividades. Foi criada uma escola aberta, láica e gratuita para todos, que esteve sob a tutela Ministério da Educação e Cultura. O curriculum mudou de focagem à cultura da história Portuguesa para introdução da ideologia marxista-leninista, mas a única língua de instrução ainda era o Português. O número de alunos aumentou drasticamente nos primeiros anos de indepedência, os professores muitas vezes não tinham formação pedagógica e as turmas podiam ter até 80 alunos.(*b21*)

A educação tornou-se um movimento popular e, as polulações aderiram em massa às campanhas de alfabetização, onde cerca de meio milhão de pessoas eram alfabetizadas.

Entre 1974 e 1978 (*21*), a “Alfabetização” era feita somente em português;

1978: Introdução dos estudos de Linguística Bantu nos cursos de formação de professores na UEM e na UP (*B20*);

1981: Fundação do INDE (Instituto Nacional de Desenvolvimento de Educação) (*b42*);

1981: Fundação do NELIMO (Núcleo de Estudos de Línguas Moçambicanas) (*b9*);

A guerra civil começou a destruir infra-estructuras no país, incluindo as escolas.

1982: Projecto de INDE “Bilingualism, cognitive development and pre-school experience of Mozambican children” (*b42*)

1983: Houve um seminário da UNESCO sobre Línguas Africanas em Conacry 1981, que resultou na pesquisa das línguas Moçambicanas. O relatório "Elements of a Policy for Promotion of a National Language", 1983 resumiu os resultados desse seminário. Não são conhecidos os efeitos dos mesmos na prática do ponto de vista político.

1985. Limani, revista semestral da UEM sobre Linguística e Literatura inicia.

1986: Publicação de um relatório: "Evaluation of the Literacy Campaign", que  fala exclusivamente da alfabetização em língua portuguesa.

1987: Conferência "Literature and Language" em Harare, com a participação da UEM, Moçambique  (*b8*).

1988: 1o seminário sobre “Radiodifusão em linguas moçambicanas” (*b35*)

1988: 1o seminário de padronização da ortografia das línguas bantu. Foram mencionadas 20 línguas e 15 destas foram tratadas ao pormenor (*b2*).

1989: Início da  Licenciatura em Linguística na UEM (*b20*).

Nov 1989: 1o seminário sobre Educação Bilingue (INDE a SIL) (*b25*).

1989-1993: Radio Moçambique projecto em linguas nacionais “CODER” (Comunicação para o Desenvolvimento Rural). Era a primeira vez a fazer journalismo independente nas linguas nacionais(não so traduções). (*b43*).

1990. Na “Constituição” consta: O Estado valoriza as linguas nacionais e promove o seu desenvolvimento e utilização crescente como línguas veiculares a na educação dos cidadões. (*b35*).

1990: O Banco Mundial: New programmes should be undertaken on a ”priority basis”, including mother tongue teaching in the first two grades (*22*).  Mas não havia fundos para levar a cabo esta iniciativa dadas as regras do próprio Banco Mundial. (”Structural Adjustment Programme”).

1991: LASU Workshop (*b24*): “The role of Linguistics in the promotion and effective use of national languages”.

1991: Seminário em ”Educational Research”. Foram apresentados 6 documentos sobre ”Educação Bilingue” (EB), com foco no ensino primário. Havia também projectos piloto em educação da Mulher -  parte de um plano de 5 anos  (1990-95) entre UNICEF e Moçambique nas línguas Sena (”Kuona na kulemba”) e Tsonga (”Ahikfukeni”). (*b26*)

1992-96: Projecto piloto PEBIMO em Tete (Nyanja) e em Gaza (Changane) com o uso das línguas maternas no ensino introdutório dirigido pelo INDE e financiado pelo UNDP  e WB.(*b23*). Foi apresentado um relatório final 1997 (em Inglês 2001 (*b25*)).

1992: Fim da guerra civil.

1993: 1o seminário sobre o uso das línguas Moçambicanas na campanha eleitoral, com participação da UEM, Rádio Moçambique, Ministério da Cultura e Juventude e a ONU como  observadora.

1994-1996: Radio Moçambique projecto em linguas nacionais “CECE” (Comunicação e Educação cívica do Eleitorado) (*b35*).

1994: Primeiro Congresso Mundial sobre Linguistica Africana (Swaziland) (*b42*)

1995: Muthiyana, revista escrita em 3 línguas: Portuguesa, Emakhua e Xichangana foi financiada pela NORAD e pelo extinto BCM (Banco Comercial de Moçambique).

1995: Política Nacional de Educação com formulação: “The government will also promote the introduction of Mozambican languages in education as well as literacy in these languages” (*30*)

1996: III Seminário de Radiodifusão em Línguas Moçambicanas. (O primário: 1988). Financiado pela Friedrich Ebert Fundação.

1997: Livro de Debate ”Política Linguística: Princípios e Problemas” do Professor Catedrático Armando J. Lopes.

1997: Documento de SIL sobre as suas actividades linguisticas nas linguas Kimwani, Shimaconde, Emakhuwa, Ekoti e Cisena no período 1995-97. (*b42*)

1997: Foi fundada na Universidade de Cape Town o CASAS (The Center for Advanced Studies of African Society) que, entre outras acticvidades, fazia pesquisa nas línguas africanas e trabalho para a reabilitação e padronização das mesmas.

1999: 2o seminário sobre a Padronizaçãp da Ortografia das Línguas Bantu. 17 línguas foram padronizadas. Serão usadas 16 destas no ensino primário a partir de 2004.

Durante os anos noventa, “a mais lenta e incessante mudança do clima ideológico e a pressão dos académicos” e “a suavização do combate ao tribalismo” (*b27*) tem dado, de forma gradual, um estatuto novo as línguas Moçambicanas, o que contribui para o uso mais alrgado das mesmas.

1999: Decisão definitiva sobre a introdução da Educação Bilingue a partir de 2004 segundo Director do INDE Simão Mucavele. (AIM report 6/9 1999).

2000: O Conselho Municipal de Maputo introduz o Xironga como língua de trabalho ao lado do Português. (Notícias 2/10).

2000: Primeiro film numa lingua moçambicana (Xitshwa) (*b35*).

2000: O Radio Moçambique usava 18 linguas Moçambicanas mas a televisão (TVM) ainda tenha introduzida linguas Moçambicanas na programmação.

2002: O curriculo nove é introduzido em escolas pilotas Jan 2002 em 1., 3. e 6 classe, para ser extendido para 2., 4. e 7 classe em 2003, e para  5. classe i 2004. O curriculo vai ser indroduzido em todas as escoles gradualmente. (*b40*).

O processo de escolher linguas para o ensino e a aprovação da ortografia de NELIMO foi complicado. Muitos eventos importantes durante os ultimos anos ainda falta neste descrição.

2004: Uso geral das linguas no ensino primário era planificado para comecar no todo o pais em 2004, mas comeceu em 22 escolas (*b41*).

2006:Em marcho houve uma confêrencia internacional sobre EB. Foi organizado pela ONG dinamarquesa IBIS e MEPT (Movimento Educacão Para Todos). O projecto foi evaluado criticamente e foi informado que so funcionava em 14 escolas (*b31*).

 

2007: Uma revista sobre planificacao de linguas (*b44*) diz que 23 ascolas primarias esta a usar EB, em todas as 16 linguas alem de Cinyanya

 

 

 

 

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